Chamada 12ª edição

Dossiê Audiovisual e as relações de gênero


Quais reflexões e mudanças tivemos no pensamento e na realização de imagens em movimento, desde a publicação do artigo “Prazer Visual e Cinema Narrativo” de Laura Mulvey, em 1974?

Depois do texto de Mulvey, assistimos à consolidação de um novo campo: a Teoria do Cinema Feminista, que propõe o estudo do cinema a partir de uma perspectiva feminista. Ainda nos anos 1970, este campo se expandiu e diversificou seus estudos incluindo a perspectiva de teoria queer e da noção de gênero. A partir dos anos 1990, os estudos na intersecção entre audiovisual e gênero se voltam ao engajamento em diálogo sobre as diferenças entre as mulheres, contra o essencialismo feminista típico do movimento nos anos 1970, a inclusão de perspectivas globais, em resposta às críticas pós-colonialistas, da questão étnico racial, transnacional e de transgeneridade. Em suma, percebe-se o campo mais engajado nos "diferentes feminismos, os nacionalismos, mídia em vários locais e em toda as classes, raciais, étnicas e grupos em todo o mundo".[1]

Assim, a Revista Movimento traz em sua 12ª edição o dossiê Audiovisual e relações de gênero, na tentativa de promover a discussão que acontece no cruzamento entre o campo do audiovisual e dos estudos de gênero. São bem-vindos artigos de mestrandas/os, doutorandas/os, mestras/es e doutoras/es que reflitam sobre o audiovisual a partir da perspectiva dos estudos de gênero atrelado aos estudos feministas ou aos estudos das questões LGBTQI+.

Além deste dossiê, aceitamos colaboração de trabalhos com temática livre para as seções: artigos, ensaios, traduções, entrevistas e resenhas. O prazo máximo para envio de texto é 10 de novembro, pelo e-mail movimento@usp.br.


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